O CID do estrabismo aparece no laudo médico e, para muitos pais, gera dúvidas imediatas. O que significa aquela sequência de letras e números?
Entender esse sistema ajuda a compreender melhor o diagnóstico da criança e acompanhar o tratamento com mais segurança.
O que é o CID do estrabismo e por que ele existe?
O CID é a Classificação Internacional de Doenças, um sistema criado pela Organização Mundial da Saúde para padronizar diagnósticos médicos em todo o mundo.
Cada condição recebe um código único, que facilita a comunicação entre profissionais de saúde, planos de saúde e sistemas de registro.
No caso do estrabismo, o código principal é o H50, pertencente ao Capítulo VII da CID-10, dedicado às doenças do olho e seus anexos.
Esse código se divide em subcategorias que identificam com precisão como os olhos se comportam e em qual direção o desalinhamento ocorre.
Vale lembrar que o código no laudo não substitui a explicação do especialista. Ele é uma ferramenta de classificação, e entender o que está escrito ajuda os pais a fazerem as perguntas certas na consulta.
Quais são os códigos CID para estrabismo?
A família H50 reúne os tipos mais comuns. Cada código corresponde a uma forma diferente de desalinhamento ocular:
- H50.0, estrabismo convergente concomitante: os olhos desviam para dentro, em direção ao nariz. É o tipo mais frequente em crianças pequenas.
- H50.1, estrabismo divergente concomitante: os olhos desviam para fora, afastando-se um do outro.
- H50.2, estrabismo vertical: um olho se posiciona acima ou abaixo do outro.
- H50.3, heterotropia intermitente: o desvio não ocorre o tempo todo. Aparece em momentos de cansaço, distração ou esforço visual.
- H50.5, heteroforia: tendência ao desalinhamento que só aparece quando a visão binocular é interrompida, por exemplo ao cobrir um dos olhos.
- H50.6, estrabismo mecânico: causado por restrição física nos músculos ou tecidos ao redor do olho.
Além do H50, existe o H49, que agrupa os estrabismos paralíticos: casos em que um nervo responsável pelo movimento ocular está comprometido.

O tipo de CID muda o tratamento?
Sim. O tipo de estrabismo identificado pelo código define o caminho do tratamento.
Um estrabismo convergente acomodativo, por exemplo, costuma responder bem ao uso de óculos, especialmente quando há hipermetropia associada.
Já um estrabismo divergente pode precisar de exercícios oculares ou, em alguns casos, cirurgia.
Por isso, a consulta com o oftalmopediatra vai muito além de observar o olho desviar. O especialista avalia o ângulo do desvio, a frequência, a presença de erros refrativos e o impacto na visão da criança.
O que acontece se o estrabismo não for tratado?
Qualquer que seja o código registrado, deixar o estrabismo sem tratamento traz consequências reais. A principal é a ambliopia, o olho preguiçoso.
O cérebro passa a ignorar o olho desalinhado para evitar a visão dupla e, com o tempo, esse olho perde acuidade visual de forma progressiva.
Dessa forma, o diagnóstico precoce é determinante para o resultado do tratamento. Quanto mais cedo se identifica o tipo de estrabismo, mais recursos o especialista tem para agir.
Como o diagnóstico é feito na prática?
O oftalmopediatra usa testes específicos para identificar o tipo e a gravidade do desvio:
- Teste de Hirschberg: analisa o reflexo da luz na córnea para detectar o desalinhamento de forma rápida.
- Cover test: cobre e descobre cada olho alternadamente para observar o movimento compensatório. É o método mais preciso para medir o ângulo do desvio.
- Refração cicloplégica: avalia se erros refrativos como hipermetropia contribuem para o desvio.
- Avaliação da motilidade ocular: testa como cada olho se movimenta em todas as direções do campo visual.
Esses exames definem o código CID correto e orientam as decisões do tratamento.
Convém destacar: quanto mais cedo a avaliação acontece, maiores são as chances de recuperação completa da visão binocular.
Com a Dra. Karol Zoppas, o diagnóstico começa pelos detalhes
Na Dra. Karol Zoppas, cada criança passa por uma avaliação completa e individual, conduzida por uma especialista com mais de 22 anos de experiência em oftalmologia pediátrica e estrabismo.
Por aqui, o diagnóstico vai além do código no laudo. Nossa equipe investiga o tipo e a frequência do desvio, a presença de erros refrativos, o impacto na visão da criança e o momento certo para cada tipo de intervenção.
O tratamento do estrabismo pode envolver óculos, exercícios visuais, tampão ocular ou cirurgia. A escolha depende de cada caso, não de uma regra geral.
A clínica foi pensada para que os pequenos se sintam acolhidos desde a chegada.
Agende a consulta do seu filho com a Dra. Karol Zoppas
e receba uma avaliação completa, cuidadosa e individualizada desde o primeiro atendimento.
Nossa equipe está pronta para orientar você em cada etapa do diagnóstico e do tratamento do estrabismo.






